Geração de leads imobiliários: o que separa quem cresce de quem fica para trás
- Ighor Ferreira
- 17 de mar.
- 3 min de leitura
Ouça a conversa completa:
O funil imobiliário começa muito antes do primeiro atendimento. Começa no momento em que um potencial cliente decide procurar um imóvel, e a pergunta que separa as operações que crescem das que estacionam é simples: quando esse cliente chega, a sua imobiliária está pronta para recebê-lo?
No primeiro episódio da segunda temporada do Fala Lais, Diego Bonastre foi até Curitiba, entrou na operação da A. Gonçalves Imóveis e conversou com Rodrigo Werneck, especialista em gestão e marketing imobiliário, para discutir exatamente essa etapa. O que surgiu da conversa não foi uma fórmula, mas um diagnóstico honesto sobre como o mercado imobiliário mudou, e o que as operações inteligentes estão fazendo diferente.
O cliente chegou mais informado que o corretor
Um dos pontos mais provocadores do episódio veio de Rodrigo Werneck: o cliente imobiliário de hoje chega à conversa mais informado do que nunca. Ele já pesquisou, já comparou, já tem opinião formada sobre bairros, metragens e faixas de preço. Em muitos casos, sabe mais sobre o estoque disponível do que o corretor que vai atendê-lo.
Isso muda o papel da etapa de geração de leads imobiliários de forma estrutural. Não basta mais "aparecer": a imobiliária precisa aparecer no momento certo, com a informação certa, e estar pronta para responder na hora em que o interesse existe. Porque esse interesse tem prazo de validade curto.
Velocidade não é diferencial, é pré-requisito na geração de leads imobiliários
Se há uma variável que dominou a conversa, foi a velocidade de atendimento. Rodrigo foi direto: esse cliente que chegou pelo portal está enviando mensagem para várias imobiliárias ao mesmo tempo. Quem responde primeiro, com qualidade, leva a conversa. Quem demora, perde, mesmo que tenha o imóvel exato que o cliente procura.
Na A. Gonçalves, Gilvana Oliveira, gerente de atendimento, descreveu como a operação mudou depois que a IA assumiu o pré-atendimento. O lead chega, é atendido em segundos, tem seu perfil mapeado e os imóveis sugeridos, antes de qualquer corretor precisar intervir. O time humano entra no momento certo: quando já existe contexto, qualificação e interesse confirmado.
O resultado prático? O corretor parou de apagar incêndio e começou a focar no que sabe fazer melhor: construir relacionamento e fechar.
Fora do CRM, só tem sorte
Uma das falas mais diretas do episódio veio de Rodrigo Werneck ao falar sobre leads que somem no meio do funil: "fora do CRM, só tem uma solução: sorte. E sorte não é elemento com o qual você pode trabalhar a sério."
A captura não termina quando o lead responde pela primeira vez. Ela termina quando aquele contato está registrado, qualificado e dentro de um fluxo que o time consegue trabalhar de forma sistemática. Imobiliárias que dependem da memória do corretor ou de anotações paralelas estão, na prática, jogando parte dos seus leads fora sem perceber.
Uma decisão madura, não uma aposta
Há uma resistência recorrente no mercado sobre o uso de IA no atendimento. A preocupação, legítima, é sobre qualidade: será que o cliente vai aceitar? Será que a experiência vai ser boa o suficiente?
Diego Bonastre trouxe uma perspectiva que fecha bem o episódio: colocar IA no atendimento de canais de alto volume ou fora do horário comercial não é uma aposta tecnológica. É uma decisão de gestão madura. Uma imobiliária que busca crescimento e depende exclusivamente da disponibilidade humana para capturar leads está escolhendo, mesmo que sem perceber, um teto para a sua operação.
Daniel Gonçalves, dono da A. Gonçalves, resume bem: é exceção da regra quem ainda consegue crescer sem isso.
Quer ouvir a conversa completa? O primeiro episódio da segunda temporada do Fala Lais está disponível em todas as plataformas de podcast.
A Lais é a inteligência artificial feita para o mercado imobiliário. Se você quer entender como ela pode transformar a etapa de atração e captura de leads da sua operação, fale com a gente.



